
O presidente da Associação dos Usuários do Transporte Coletivo de Mato Grosso (ASSUT-MT), Pedro, esteve na Câmara Municipal de Cuiabá a convite do vereador Macrean Santos para discutir os acidentes envolvendo ônibus na capital. Segundo a associação, três usuários morreram em um intervalo de 22 dias.
Durante a manifestação, o presidente da ASSUT-MT pediu atenção às condições de trabalho dos motoristas, incluindo a jornada, a saúde mental e a necessidade de capacitação periódica. Ele ressaltou que a intenção não é antecipar julgamentos sobre os profissionais, mas buscar respostas sobre as circunstâncias das ocorrências e medidas para prevenir novos acidentes.
“Não estamos aqui fazendo pré-julgamento do motorista. Queremos saber qual é a carga de trabalho, como está a saúde mental desse motorista e se há treinamento periódico”, afirmou.
O vereador Macrean Santos destacou que duas das mortes ocorreram no bairro Pedregal, onde, segundo ele, há sinalização e redutores de velocidade. O parlamentar também relatou ter recebido informações de que as famílias das vítimas não teriam recebido assistência das empresas envolvidas.
Macrean afirmou que é necessário buscar esclarecimentos junto às empresas e discutir medidas de prevenção, inclusive sobre possíveis situações de sobrecarga de trabalho. “Não sabemos, não podemos acusar, mas temos que buscar solução”, declarou.
A vereadora Samantha Iris disse que acompanhará a situação junto à Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob). Segundo ela, as informações repassadas pelas empresas à secretaria indicam que houve assistência nos casos registrados. A parlamentar afirmou que buscará verificar a situação e também a informação de que um dos motoristas teria sido afastado.
Samantha lembrou ainda que denúncias relacionadas às empresas foram encaminhadas ao Ministério Público ao final da CPI do Transporte e afirmou que continuará acompanhando o tema.
Já a vereadora Paula Calil destacou problemas enfrentados pelos usuários, como superlotação e demora dos ônibus, e defendeu mais atenção às famílias das vítimas e aos trabalhadores do transporte coletivo. Ela também propôs uma reunião com as empresas responsáveis pelo serviço para discutir as condições dos funcionários e as medidas necessárias para melhorar a segurança.
A assistência às famílias, o acompanhamento dos motoristas e a prevenção de novos acidentes estão entre os pontos levantados para debate com as empresas e os órgãos responsáveis.



