Pular para o conteúdo
Associação dos Usuários de Transporte Público Coletivo de Mato Grosso
ASSUT – MT
CÂNCER DE MAMAPublicidade
Geral

Março reforça importância da prevenção e do cuidado integral com a saúde da mulher

Jornalista da ASSUT 3 min de leitura

Março amplia o debate sobre a saúde da mulher e a importância de garantir acesso à informação, à prevenção e ao atendimento de qualidade. Entre as mobilizações do período está o Março Lilás, dedicado à conscientização sobre o câncer do colo do útero. O cuidado com a saúde feminina, porém, abrange também saúde mental, direitos sexuais e reprodutivos, gestação, pós-parto, climatério e menopausa.

Segundo o Ministério da Saúde, a atenção integral deve acompanhar as mulheres em todas as fases da vida, respeitando suas diferentes condições e necessidades. Isso envolve ações de promoção da saúde, prevenção de doenças, tratamento e recuperação, além de acolhimento em situações de violência.

Prevenção do câncer do colo do útero

Uma das prioridades do mês é informar sobre a prevenção do câncer do colo do útero. A vacinação contra o HPV e o rastreamento são estratégias complementares: enquanto a vacina protege contra tipos do vírus associados à doença, os exames permitem identificar infecções de risco ou alterações que precisam de investigação e acompanhamento.

O rastreamento é recomendado, em geral, para mulheres e outras pessoas com colo do útero entre 25 e 64 anos que já tiveram atividade sexual, mesmo sem sintomas. Pessoas com HIV ou outras condições de imunossupressão precisam seguir orientações específicas.

As diretrizes brasileiras passaram a adotar o teste molecular de DNA-HPV como exame principal de rastreamento. Quando o resultado é negativo, o intervalo habitual é de cinco anos. Nos locais onde a nova tecnologia ainda não está disponível, o Papanicolau continua sendo utilizado, geralmente a cada três anos após dois resultados normais consecutivos, realizados com intervalo de um ano. A equipe de saúde deve orientar qual exame e periodicidade se aplicam a cada caso.

Acompanhamento vai além dos exames

O cuidado também inclui acesso a métodos contraceptivos, planejamento reprodutivo, prevenção de infecções sexualmente transmissíveis e acompanhamento durante a gestação e o pós-parto. Na transição para a menopausa, a avaliação deve considerar as mudanças e necessidades individuais, com orientação sobre as possibilidades de cuidado.

A saúde mental e o acolhimento em situações de violência também integram essa atenção. Garantir espaço para que as mulheres relatem dificuldades, dúvidas e experiências faz parte de um atendimento que respeita sua autonomia e considera sua realidade.

Onde buscar orientação

A Unidade Básica de Saúde é o ponto de partida para receber orientações, verificar a situação vacinal e organizar os exames indicados. Também é importante retornar para conhecer os resultados e seguir os encaminhamentos necessários, garantindo continuidade ao cuidado.

As mobilizações de março reforçam uma necessidade permanente: assegurar que as mulheres tenham condições de cuidar da saúde durante todo o ano. Informação acessível, atendimento respeitoso e continuidade no acompanhamento são fundamentais para transformar a prevenção em cuidado efetivo.

Compartilhar

Leia também

Todas as notícias