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Janeiro Branco reforça importância da saúde mental e do acesso ao cuidado

Jornalista da ASSUT 3 min de leitura

O início do ano costuma ser acompanhado por planos, expectativas e mudanças na rotina. Nesse contexto, o Janeiro Branco convida a população a olhar para a saúde mental e reconhecer a importância do cuidado emocional. Instituída nacionalmente pela Lei nº 14.556/2023, a campanha promove a conscientização sobre o tema, a valorização de ambientes saudáveis e a prevenção de transtornos mentais.

A proposta também é abrir espaço para conversar sobre sentimentos e dificuldades que, muitas vezes, são enfrentados em silêncio. Relações familiares, condições de trabalho, perdas e situações de sobrecarga podem influenciar o bem-estar. Por isso, o cuidado envolve tanto hábitos individuais quanto apoio social e condições adequadas de vida.

Quando procurar ajuda

Alterações persistentes no sono e no apetite, irritabilidade, dificuldade de concentração, isolamento e aumento do consumo de álcool ou outras substâncias merecem atenção. Quando essas mudanças provocam sofrimento ou prejudicam o trabalho, os estudos, os relacionamentos e o autocuidado, é importante buscar avaliação profissional. Esses sinais, isoladamente, não permitem estabelecer um diagnóstico.

A busca por atendimento pode ocorrer antes que a situação se agrave. Reconhecer dificuldades e falar sobre elas permite avaliar necessidades e construir formas de cuidado adequadas à realidade de cada pessoa.

Hábitos e relações que ajudam no bem-estar

Manter horários regulares de sono, praticar atividade física, cuidar da alimentação e reservar tempo para descanso e lazer são medidas que contribuem para a saúde mental. Cultivar relações de confiança e estabelecer limites diante das demandas cotidianas também fazem parte desse cuidado. Essas práticas podem apoiar o bem-estar, mas não substituem o tratamento quando necessário.

O começo de um novo ciclo também pode trazer cobranças excessivas por resultados e mudanças imediatas. Definir metas possíveis, reconhecer os próprios limites e rever planos ao longo do caminho são formas de lidar com as expectativas sem transformar o início do ano em mais uma fonte de pressão.

Acolhimento faz parte do cuidado

Familiares, amigos e colegas podem ajudar ao oferecer escuta respeitosa, sem julgamentos ou tentativas de diminuir o sofrimento. Permitir que a pessoa fale, demonstrar disponibilidade e apoiar a procura por atendimento são atitudes importantes. Comentários que tratam a dor como exagero podem dificultar esse diálogo.

No SUS, as Unidades Básicas de Saúde oferecem acolhimento inicial, avaliação e acompanhamento em saúde mental. Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) atendem pessoas em sofrimento psíquico intenso e contam com equipes multiprofissionais. O primeiro acolhimento nesses centros pode ser buscado diretamente, sem necessidade de agendamento prévio.

O Janeiro Branco reforça que a atenção à saúde mental precisa continuar durante todo o ano. Ampliar o acesso ao atendimento e criar espaços de escuta na família, no trabalho e na comunidade são caminhos para que mais pessoas encontrem apoio quando precisarem.

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